Há dias em que a preguiça chega sem motivo claro. Tudo pesa um pouco mais, a paciência encurta, a mente se confunde, e até coisas simples ganham proporções maiores. Esses dias chegam para todas nós, mesmo quando estamos fazendo o nosso melhor. E é exatamente nesses momentos que o autocuidado emocional deixa de ser um luxo e se torna necessidade.
Mesmo nesses dias, é preciso se reconhecer com honestidade. Perguntar a si mesma o que você realmente quer fazer, o que cansa, o que está pedindo atenção. Às vezes é o corpo exausto. Às vezes é uma emoção antiga batendo à porta. Às vezes é só o mundo cobrando mais do que você consegue dar.
Em dias difíceis, pratique a gentileza consigo mesma.
Diminua o ritmo. Deixe que tudo aconteça mais devagar.
Solte o que estiver apertando por dentro.
Permita-se pequenos descansos, aqueles que acolhem o coração: beber uma água com calma, tomar um banho mais demorado, escrever o que sente, sentar por alguns minutos sem obrigações. São gestos simples, mas que lembram à mente que ela não está sozinha.
Lembre-se de que você não precisa resolver tudo hoje. Não precisa ser forte o tempo inteiro. Há uma humanidade interna em reconhecer seus limites e maturidade em cuidar de si quando o mundo fica pesado.
Autocuidado emocional é criar o hábito de se ouvir, de se validar, de se tratar com o mesmo carinho que você oferece aos outros.
E, se hoje for um desses dias, que você encontre em si um lugar seguro para respirar.
