Há momentos em que a vida pede menos movimento e mais respiração. Nem sempre o recomeço acontece em grandes mudanças; às vezes ele se revela quando deixamos de insistir no que não cabe mais. O silêncio nos chama não como ausência, mas como terra fértil onde a consciência volta a florescer.
É no recolhimento que percebemos o que ainda pulsa e o que já se despediu de nós. Recomeçar não significa apagar o passado, e sim reconhecer que algumas versões já cumpriram sua função. O silêncio nos devolve ao eixo, afina o que sentimos e nos permite tomar decisões com mais verdade.
Porque todo recomeço nasce dentro. É um gesto íntimo, quase sagrado. Um sussurro que diz: volte para você, antes de ir para o mundo.
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